Diariamente milhares de veículos circulam nas ruas e avenidas de Aracaju e região Metropolitana, sendo que no sistema de transporte público coletivo estão operando 570 ônibus, enquanto que de forma clandestina estão: 683 lotação, cerca de mil mototaxistas e ainda um volume crescente de ubers não regulamentados pela cidade (no Brasil são mais de 600 mil circulando). Nos últimos quatro anos, a perda no número de passageiros do coletivo na capital sergipana foi de mais de 24%, ou seja mais pessoas fazendo uso do transporte individual, mais veículos pelas vias dificultando a mobilidade urbana e colaborando com os congestionamentos. 

O clandestino, que diferente do ônibus não é legalizado, tributado e não presta contas em fiscalizações, traz riscos à população no aspecto insegurança para mobilidade urbana: como não é um transporte regulamentado não dispõe de medidas seguras nos veículos, nem na forma de conduta dos seus respectivos motoristas. Por não fazer parte do planejamento urbano, gerido pelo poder público para o desenvolvimento da cidade, o clandestino atua apenas em localidade de interesse de lucro particular, diferente dos ônibus coletivos que atendem todas as localidades da capital e da região metropolitana, sendo orientados pelo órgão gestor até para regiões de uma demanda reduzida de passageiros, como as rurais. 

Além de toda a disputa injusta que o clandestino sugere nas vias, também não atende aqueles que possuem o benefício de gratuidade adquirido por lei, diferentemente do transporte público coletivo que tanto assiste essas pessoas, como também oferece um cartão de direito de acesso gerando cidadania. 

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